Relato 1 de Viagem & Estudo nas Filipinas por Flávio Britto

Relato 1 de Viagem & Estudo nas Filipinas por Flávio Britto

Neste post conheceremos alguns dos destaques do intercâmbio de Flávio Britto nas Filipinas, que ocorreu entre os meses de fevereiro e março de 2017. Preparamos algumas perguntas direcionadoras para o nosso entrevistado e como ele tem muita coisa para contar, dividiremos o conteúdo em 2 posts.

– Flávio, pedimos, por favor, que se apresente e fale sobre as razões de ter decidido fazer um intercâmbio.

Meu nome é Flávio Britto, tenho 30 anos, sou psicólogo e o que eu mais gosto nessa vida é viajar. Antes de responder sobre as razões do intercâmbio, preciso contar que já tinha feito duas viagens para estudar inglês. Uma para Londres (2013), com duração de 3 meses, e outra para Malta (2016), com duração de 1 mês.

Em resumo, as duas viagens foram ótimas! Fiz vários amigos, aprendi muita coisa, mas em nenhuma das duas consegui fazer, de fato, uma imersão em inglês. Atribuo isso à quantidade de brasileiros na escola e nos lugares, em geral. Por mais que tivesse me prometido só falar inglês na viagem, não tive como fugir do português.

Após essas duas viagens, continuei estudando no Brasil e optei fazer o meu terceiro intercâmbio para dar um gás no idioma – foco em pronúncia e vocabulário – e, após isso, seguir para uma certificação internacional.

– E por que as Filipinas, dentre tantas opções?

Como eu tive duas experiências de intercâmbio um pouco frustrantes, decidi fazer algo completamente diferente. Pesquisei e fiz uma lista imensa de todos os países que falam inglês como primeira e segunda língua. Depois fui eliminando os países frios, os que eram favoritos para brasileiros, os que eram caros pela moeda local e, por último, os que não tinham praia. Afinal, eu também queria curtir nesse período. E assim, eu cheguei nas Filipinas.

Cerveja local San Miguel (R$3,10). Reparem o número 0004 no ID da escola. Isso quer dizer que fui o 4º brasileiro de toda a história da escola.

– O que você destacaria de positivo sobre o país e sua cultura?

Mesmo depois 27 longas horas de voo eu já me senti em casa desde a minha chegada ao aeroporto de Cebu – cidade onde fica a escola de inglês. Isso tudo porque:

  • Os filipinos são muito gente boa! Eles são alegres e realmente gostam de receber turistas – dá para perceber que é sincero e que não somos uma nota de dólar ambulante.

Recepção calorosa do povo local – Ilha Malapascua

 

  • Apesar das notícias internacionais ruins sobre as Filipinas (o mesmo que acontece com o Brasil), o país é super seguro para turistas. Eu andei muito à noite e não tive qualquer problema nem mesmo os meus amigos que ficaram lá por vários meses.
  • A comida filipina é deliciosa! Eles comem muito porco, frango e arroz. Então, não era tão diferente do que comemos no Brasil.
  • As praias superam qualquer beleza natural que já vi na vida. As águas são transparentes, areia branquinha e o clima sempre quente. Tudo isso mais uma San Miguel (cerveja local) bem gelada… Eu não precisava de mais nada, afinal eu estava, literalmente, no paraíso!

Ilha Talimã – 30min de barco da Escola Genius Academy

 

  • Os preços das coisas são muito baixos! Exemplos: eu atravessava a cidade de um extremo ao outro e pagava R$15,00 a corrida do Uber. Paguei uma média de R$350,00 nas hospedagens para duas pessoas em resort 4 estrelas (R$175,00 por pessoa). Você consegue, facilmente, entrar em um SPA e pagar R$18,00 por uma hora de massagem profissional, aliás, a massagem filipina é clássica e muito relaxante! Eu consegui comer nos melhores restaurantes, ir nas melhores baladas, fazer viagens para outras ilhas com carro e barco privados por valores, incrivelmente, baixos. Enfim, foi a primeira vez que eu me senti rico na vida! (risos)

Um dia de “rico” no Be Resort patrocinado pela valorização do Real nas Filipinas: 1 real = 16 pesos filipinos

– E o que te surpreendeu negativamente?

Eu não diria que foi negativo, mas um fato é que as Filipinas são, assim como o Brasil, um país em desenvolvimento e também sofre com as notícias internacionais que sempre destacam o lado ruim do país.

Crianças de uma comunidade da Ilha Talimã (região de Cebu)

 

Há muita pobreza e concentração de renda, mas isso é diferente do Brasil. Por exemplo, você não vê mendigos nas ruas. Talvez por terem sofrido tanto com as colonizações e invasões passadas, eles se ajudam e se apoiam. Achei isso bem legal na cultura deles.

Acho o filipino um povo trabalhador e guerreiro, pois mesmo com todas as dificuldades, eles estão sempre alegres e cantando. Sim, os filipinos adoram cantar, tanto que existem casas de karaokê espalhadas por toda a parte do país.

Para fechar esse primeiro bloco do relato de viagem de Flávio Britto, compartilhamos o vídeo da audição do 4th Power, grupo de 4 irmãs filipinas, que participaram do programa de calouros The X Factor UK e que chegaram às semifinais da temporada de 2015.